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Biólogo brasileiro recebe prêmio internacional por projeto para salvar o pirarucu na Amazônia

July 4, 2019

 

O projeto para salvar o peixe pirarucu (Arapaima gigas) rendeu ao biólogo brasileiro João Victor Campos Silva, de 36 anos, o Prêmio Rolex de Empreendedorismo (2019 Rolex Awards Laureate), na cerimônia realizada em Washington, nos Estados Unidos, no mês passado. 
 
Foram mais de mil candidatos de 111 países. O Rolex Awards há mais de 40 anos apoia pessoas que atuam na preservação das espécies naturais e seus habitats e que protegem o patrimônio cultural. 

                                                                                                                             foto - oliberal.com


A famosa marca de relógio suíça consagrou o que considera feito extraordinário nas categorias ambiente, exploração, ciência e tecnologia. Junto com João Victor, foram premiados um neurocientista francês, um especialista em TI de Uganda, um biólogo molecular do Canadá e uma conservacionista da Índia. 
 
João Victor fez seu doutorado a respeito do impacto social, econômico e ambiental do manejo do Arapaima gigas. O projeto sobre manejo da espécie nasceu disso. Em 2018, ficou em primeiro lugar na categoria mestre e doutor do Prêmio Jovem Cientista 2018, com o  mesmo projeto de conservação do pirarucu. 
 
O pirarucu é um dos maiores peixes de água doce do mundo. Pode chegar a 3 metros de comprimento e pesar até 200 quilos. Nativo da Bacia Amazônica, vive em lagos e rios afluentes, de águas claras e sem fortes correntezas. Mas o número de sua espécie foi diminuindo devido à pesca predatória, levando o animal à beira da extinção. 
 
O Instituto Mamirauá, organização social fomentada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), foi a instituição que implementou os acordos de pesca que possibilitaram a recuperação populacional da espécie na região do Médio Solimões, na Amazônia Central. 
 
O trabalho deu tão certo que permitiu a recuperação de 30 vezes mais o número de pirarucu local. Antes do projeto, a espécie saltou de 2.507 a 190.523 espécimes na área abarcada pelo manejo na região do Médio Solimões. A proteção do território também permitiu o aumento de populações de peixe-boi e tartarugas-gigantes. 
 


Reprodução - https://www.oeco.org.br/blogs/salada-verde/projeto-que-salva-pirarucu-da-premio-a-biologo-brasileiro/

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