Rastreador Brasileiro: recuperada da extinção, primeira raça de cão brasileiro é reconhecida pelaFCI

A raça de cães “Rastreador Brasileiro” foi considerada extinta no final do século 20, após uma praga de insetos que causou uma epidemia de piroplasmose. Ao tentar combater a praga com produtos químicos, esses animais acabaram sofrendo com os efeitos e, com poucos exemplares remanescentes, a raça foi dada como extinta, em uma decisão conjunta entre o Brasil Kennel Club e a Federação Cinológica Internacional (FCI).


A raça foi desenvolvida nos anos de 1950 pelo criador Oswaldo Aranha Filho, que tinha o objetivo de ter um cão de caça com um bom olfato, capaz de acuar a presa e ajudar o caçador no abate. Além disso, o cão deveria ter um corpo forte e resistente ao clima e às mudanças de terreno, tendo um bom urro. Essas características lhe renderam duas variações de nome, rastreador e urrador, hoje é mais conhecido por Rastreador Brasileiro.


O rastreador foi o primeiro cão legitimamente brasileiro a ser reconhecido pela FCI, em 1967, contudo, apenas sete anos depois, a mesma foi dada como extinta, após o plantel de Oswaldo Aranha, que contava com 39 cães, ser dizimado e, com isso, a raça foi retirada da lista da FCI.


Mas no início dos anos 2000, um grupo de criadores brasileiros, com o auxílio da Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), conseguiram mapear descendentes diretos dos rastreadores remanescentes e do plantel de Oswaldo Aranha, conduziram um intenso estudo e trabalho de revitalização da raça.


Segundo Fábio Amorim, presidente da CBKC, houve um esforço para melhoramento e preservação das características únicas da raça. Com isso, no início de 2021, o Rastreador Brasileiro voltou a ser reconhecido pela FCI, se tornando a terceira raça brasileira com esse título, ocupando o número padrão 275, no grupo de cães, que representa o tipo hound, sabujo e rastreadores (grupo do qual fazem parte raças como os Beagles, o Bassethound, entre outros).


Atualmente existem criadores do Rastreador Brasileiro espalhados por vários estados, especialmente na região centro-norte do país, em estados como o Acre e Amazonas. A raça desempenha funções em agrupamentos militares da Polícia e do Exército.


A raça é considerada um orgulho para a cinofilia nacional por representar o resultado dos esforços para a preservação da raça, que se une ao Fila Brasileiro e o Terrier Brasileiro.



Fonte - https://canaldopet.ig.com.br/guia-bichos/cachorros/2021-07-11/raca-brasileira-extinta-e-trazida-de-volta.html

Notícias em destaque
Notícias recentes